EÇA DE QUEIRÓS
Eu to lendo Eça de Queirós. A Ilustre Casa de Ramirez. É bom e é ruim. É legal porque o personagem principal é um sujeitinho patético com quem o autor tira onda o tempo todo. É ruim porque eu me identifiquei com o cara.
É complicado ser um homem setenta por cento num mundo em que só os noventa por cento são bem-sucedidos. É duro viver o eterno sonho com um amanhã melhor acomodado num hoje sem graça e tentando espremer alguma nobreza de um ontem sem graça.
Tudo é amanhã; o fim das coisas ruins, o começo das coisas boas. Um processo de dedicação a mim mesmo pelo qual eu posso levantar minha auto-estima. As vezes eu acho que não gosto de mim mesmo. As veses eu acho que a pessoa mais decepcionada comigo sou eu.
Penso nas lágrimas de alegria que minha mãe derramou por causa de meus poucos sucessos e lembro que a tempos seus olhos secaram.
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