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Escrevi e saí correndo p... no c... de quem ta lendo!
Tuesday, March 31, 2009
Monday, March 30, 2009
INTELIGÊNCIA
Hoje eu estou me sentindo inteligente como o Casagrande do Pânico. Ah, mas me comprometi comigo mesmo a publicar alguma coisa, nem sei pra que. Ninguém vai ler mesmo, mas se foda. Aqui estamos nós de novo né (que aliteração). Eu não sei mais aonde procuar energia. Eu chego em casa e só penso em dormir. Quando tem festa, daí eu fico animado, mas; quando tem obrigações: esqueça.
Impressionante né.
Agora eu vou fritar uns quatro ovos e me afogar na gordura deles porque escrever tudo isso me deixou estafado.
Com licença.
Friday, March 27, 2009
MAIS UM SONEGADOR NA CADEIA.
E a dona da Daslu heim, aquele templho com consumismo e da sonegação de impostos. Aquela que comprava uma blusa de grife italiana e declararava o preço de uma blusa vagabunda chinesa. Assim fica fácil né, se eu não pagasse meus impostos eu também iria longe. Então, o povo sonega e acha que sonegação é um exercício regular de direito. Não meus amigos, sonegação é um crime, pior que furto. Tanto que tem uma pena mais pesada. Ah, a dona da Daslu, alias, da Vila Daslu, foi condenada a 94,5 anos de prisão.
Ah, eu gostaria de acordar todo dia com uma notícia como estas.
Me faz sentir que vivo num país mais justo.
Sunday, March 01, 2009
A VIOLÊNCIA
A violência quando passa ao longe não nos assusta nem nos intimida, mas quando ela tira fina da gente, daí nós passamos a compreender e nos identificar com as lágrimas de suas vítimas.
Hoje eu quero falar do Jorge.
A história do Jorge é bem parecida com a minha, nós dois fizemos direito, e como todo estudante de direito, passávamos um tempão discutindo teorias e tudo mais, nossa, como o Jorge gostava de falar, quando abria a boca não parava mais.
Alias, quando eu penso no Jorge, eu penso nele conversando com alguém. Mas o que nós gostávamos mesmo era de fazer planos, de sonhar com nossos futuros brilhantes, nossas carreiras. Ah, como sonhar era bom naquela época.
Bem, nós nos formamos na mesma época e enfrentamos as mesmas mazelas que um bacharél em direito sofre. Passamos concomitantemente pelos famigerados exames da OAB e sentimos na pele o preço da reprovação e do descrédito do povo.
Mas continuamos a lutar, as vítórias rápidas e fenomenais não vieram como a gente sonhava, pois a vida nos ensinou que sucesso só vem antes de trabalho no dicionário, mas nós continuamos trabalhando e conseguimos alguma coisa.
Nossas vidas seguiram rumos diferentes, eu fiquei no interior, ele foi pra capital, como é assim que sempre acontece né, as vezes a gente é tão amigo de alguém por um certo tempo e depois esta pessoa some da sua vida e a gente se encontra em alguns anos, e a vida vai costurando nossos destinos.
Mas o Jorge era um cara legal. Tomamos altas cervejas juntos. Demos algumas risadas. O cara era muito engraçado.
Eu lembro que a última vez que eu encontrei o cara a gente nem conversou direito. Estavamos ambos apressados, apenas nos cumprimentamos e tocamos nossas vidas apressadas.
Na manhã deste domingo o Jorge foi assaltado, atiraram nele e ele não resistiu. O cara estava trabalhando no domingo de manhã. Tantos sonhos, tantas esperanças, tanta fé no futuro, tombaram com a bala do desespero criminoso.
A violência urbana levou meu amigo.
Passa tanta coisa ruim pela cabeça da gente nesta hora.
Um misto de revolta e medo e uma sensação de impotência, sendo que a única coisa que eu pude fazer foi escrever este pobre texto.
Eh Jorge, olhe por nós aí de cima.
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