Monday, September 24, 2007

ERA UMA VEZ...
Era uma vez, um jovem que jazia na praça, ele não foi encontrado por nenhum guarda, foi encontrado por dois bombeiros em uma poça de sangue. Sua testa estava aberta e seu relógio, que era a única coisa cara que possuía, não estava mais lá, talvez se ele não tivesse este relógio tudo isto não teria acontecido. Ele não sentia dor pois o álcool tomava conta de seu corpo. O problema foi encarar seu irmão que o buscou no hospital, depois sua mãe.
Um assalto, uma garrafada na cabeça, talvez uma facada. A explicação? Quando retomou a consciência no dia seguinte, ele não queria mais saber o que aconteceu, pelo contrário, queria apagar aquele dia de suas existência.
A violência urbana é uma coisa que parece tão distante né. Mas de uma hora pra outra ela te da uma pancada na testa e te leva um relógio. Alguma scoisas na vida são divisores de águas, tipo, sua vida nunca mais sera a mesma depois daquilo. A moça do hospital, depois do acontecido, disse ao rapaz que ele havia levado uma facada na testa. Isso muda os conceitos da gente, conceitos sobre bebida, sobre com quem se inturmar, sobre que lugares frequentar, sobre a truculência policial. As coisas que nos dizem sobre nos vestirmos como um marginal. O jovem a partir de agora vai ver em cada rosto de marginal(incluíndo aqueles que não o são mas acham bonito o visual) o cara que lhe esfaquiou e levou seu relógio, ele assistiu Tropa de Elite e achou muito bem feito o que o BOP faz no Rio de Janeiro. É assim que a criminalidade se torna inimiga, é assim que nasce o direito penal do inimigo, o direito penal da retaliação. Afinal, como disse meu amigo: -Sábado fui eu, e amanhã?

2 comments:

LóL Delícia said...

vc foi espancadao e assaltado e levo uma facada na cabeça depois d ser expulso do "lual" na avenida?



O.o"

Déborah Vinci said...

sinto muito
:~

ótimo texto, e realmente é assim que acontece, uma coisa leva a outra

tome cuidado.