O CONCURSO
Olá povão. Fiz a prova pra delegado de polícia. Meu, o Paraná ta foda, tinha gente do Brasil inteiro prestando. O que é uma bosta se pensarmos que eu não estudei tanto assim, na verdade eu achava que tinha estudado, mas quando eu vi o tanto de gente que tinha, aí eu vi que não tinha estudado nada. Eu já sabia que tinha dado mais de nove mil inscritos par o concurso, mas quando eu viessas nove mil pessoas. Porque, um número é uma coisa que não assusta tanto, mas aquele mar de gente, num concurso que oferecia quarenta vagas, você pensa, eu não vou passar por este funil, você até acha injusto que seja você a passar por aquilo. Também, com um bacharel em direito se formando a cada sete minutos as coisas só podiam estar assim, sem contar que com tantos candidatos por vaga você aumenta o fator cagada. É, a chance de um passar na cagada é maior. Bem, além das quarenta vagas tinha mais quatro pra afro-descendentes e quase não tinha negros prestando. Nossa, pela primeira vez na minha vida eu senti vontade de ser negão. Veja né. As cotas funcionam. De um jeito ou de outro, elas funcionam.
Fiz um terço da prova, tinha quase dez mil candidatos e apenas quarenta precisam se sair melhor do que eu. Será que eu passo?
Bem, pelo menos eu fui pra Curitiba, dei uma passeada, patinei no gelo, enchi o potão, blz.
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