EDI FICANTE II
Então. Eu tenho esse amigo. O Edi. Ele é um amor de criatura. Uma vez, nós estávamos em Curitiba, a gente tinha ido a um Show. Num carro, com quatro pessoas, ele na boléia. Paramos num semáforo. Chegou um moleque fazendo malabarismo com laranjas. A gente não deu muita bola, mas o Edi não. Ele chamou o piá, quando o sinal estava para abrir:
- Tá com fome filho?
- To sim senhor.
- Come uma dessas laranjas. Hahahahahahaha.
Eu não falei nada porque o cara é fote pra caramba e é um ignorante.
Mas é duro ver a consideração que certas elites tem pelos pobres. Na cabeça de gente como ele, os pobres são pobres porque são vagabundos. Daí eu pensava comigo. Poxa, que belo incentivo para o moleque se tornar um marginal? Os playboys já não gozam de muito conceito com eles, agora ficam dando motivo pra serem odiados.
Eu queria que aquele moleque se tornasse um bandido e se vingasse do Edi. Mas o duro é que a lógica do Diabo é tão cruel que um Edi Ficante faz uma criança se tornar um bandido, só que quando ele se torna bandido ele não assalta os Edi, ele se vinga em toda a sociedade e é no lombo de alguma velhinha inocente e dizimista que essa bomba vai estourar.
E como resolver isto. Ora, fazemos pressão para que hajam leis mais enérgicas que não passam de um cataflan criminal. Dar chances pros pobres subirem socialmente. Nunca!! Um aumento de salários aumentaria demais os custos de produção. Inadimissível! Novas empresas viáveis são novos concorrentes.
É o conceito Edi Ficante de política criminal.
2 comments:
ótima história..ótimo codinome...
parece que eu to vendo o edi falando isso....bem a cara dele...
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